Coruja-buraqueira: a moradora da restinga que ajuda a revelar a riqueza natural de Balneário Piçarras
Quem caminha pela orla de Balneário Piçarras pode encontrar muito mais do que uma bela paisagem entre o mar e a vegetação costeira. Em meio à restinga, um dos animais mais conhecidos e admirados é a coruja-buraqueira (Athene cunicularia), uma espécie que chama atenção pelo comportamento curioso e pela adaptação aos ambientes abertos.
A presença da coruja-buraqueira é um dos sinais de que a restinga continua exercendo sua função como habitat para a fauna nativa.
Apesar de muitas vezes ser vista próxima às áreas urbanas, ela depende de ambientes com vegetação rasteira e solo adequado para construir seus abrigos e encontrar alimento.
Uma coruja diferente das outras
Ao contrário de muitas espécies de corujas, que vivem principalmente em árvores, a coruja-buraqueira tem hábitos terrestres.
Seu nome vem justamente do comportamento de utilizar buracos no solo como abrigo e local de reprodução. Muitas vezes, aproveita tocas abandonadas de outros animais, como tatus, ou utiliza cavidades naturais existentes no terreno.
Com seus grandes olhos amarelos, postura ereta e comportamento atento, a coruja-buraqueira se tornou uma das aves mais marcantes dos ambientes costeiros brasileiros.
Durante o dia, é comum observá-la parada próxima ao seu abrigo, monitorando o ambiente ao redor. Ao perceber movimentação, costuma permanecer imóvel ou emitir vocalizações para alertar sobre possíveis ameaças.
O papel da coruja-buraqueira no equilíbrio da restinga
Além de ser um símbolo da fauna costeira, a coruja-buraqueira possui uma importante função ecológica.
Sua alimentação inclui principalmente insetos e pequenos animais, ajudando no controle natural dessas populações.
A presença de predadores como a coruja-buraqueira contribui para manter o equilíbrio da cadeia alimentar dentro do ecossistema da restinga.
Por isso, preservar áreas de vegetação nativa significa também proteger espécies que desempenham funções importantes para o ambiente.
Outros animais que vivem na restinga
A coruja-buraqueira não é a única espécie que encontra abrigo nesses ambientes.
Nas restingas do litoral norte de Santa Catarina também podem ser observados outros representantes da fauna, como:
- Preá (Cavia aperea), um pequeno roedor que muitas pessoas confundem com uma “mini capivara”;
- Quero-quero;
- Bem-te-vi;
- Sabiás;
- Lagartos;
- Borboletas;
- Abelhas nativas e outros insetos polinizadores.
Cada espécie possui uma função dentro desse ambiente, formando uma rede natural que ajuda a manter a restinga viva.
Preservar a restinga é preservar a identidade do litoral
Com o crescimento urbano de cidades como Balneário Piçarras, áreas naturais preservadas ganham ainda mais importância.
A restinga funciona como uma proteção natural da costa e também como um refúgio para animais que fazem parte da paisagem do litoral catarinense.
Além dos benefícios ambientais, a conservação desses espaços contribui para a qualidade de vida e fortalece a imagem da cidade como um destino que consegue unir desenvolvimento, natureza e planejamento.
A natureza como diferencial de valorização
Para quem busca morar ou investir próximo ao mar, a relação com a natureza é um dos grandes diferenciais do litoral.
Cidades que preservam seus ambientes naturais oferecem uma experiência mais completa, com mais qualidade de vida, paisagens preservadas e maior conexão com o meio ambiente.
A coruja-buraqueira, muitas vezes observada silenciosamente entre a vegetação da restinga, representa um lembrete de que o desenvolvimento de uma cidade também pode caminhar junto com a preservação dos seus patrimônios naturais.
Referências
- Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).
- Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).



