Barra Velha aposta em molhes para ampliar faixa de areia
A construção de molhes volta a ser pauta em Santa Catarina como solução para conter a erosão costeira e ampliar o espaço de lazer nas praias. A proposta, já adotada em diversas cidades do estado, busca não apenas recuperar a faixa de areia perdida com o tempo, mas também criar melhores condições para o turismo e a valorização imobiliária.
De acordo com matéria publicada pelo ND+, o município de Florianópolis prevê a instalação de um molhe na Praia da Armação, no Pântano do Sul. O projeto pretende aproveitar a movimentação natural das correntes marítimas para acumular areia junto à orla, aumentando gradativamente a faixa disponível para banhistas e esportes náuticos.
Experiências anteriores em SC
O uso de molhes e o chamado “engordamento de praia” não é novidade no estado. Balneário Camboriú, por exemplo, realizou em 2021 uma das maiores obras do gênero no Brasil, aumentando a faixa de areia da Praia Central de 25 para até 70 metros de largura. O investimento ultrapassou R$ 140 milhões e mudou o perfil urbanístico da cidade, atraindo mais turistas e impulsionando o mercado imobiliário local.
Já Balneário Piçarras está em processo de licitação para a sua quarta obra de alargamento em menos de 30 anos, com orçamento de R$ 38,2 milhões para ampliar cerca de 2 km da orla. Segundo especialistas, esse tipo de intervenção precisa de manutenção periódica, já que a ação das correntes marítimas tende a redistribuir a areia ao longo do tempo.
Benefícios e desafios
Entre os benefícios, destacam-se o aumento da área útil das praias, a melhoria na experiência dos visitantes e a valorização de imóveis à beira-mar. No entanto, estudos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) alertam que obras mal planejadas podem trazer efeitos colaterais, como a erosão em praias vizinhas, alteração das correntes e até piora na balneabilidade em determinados trechos.
A Defesa Civil de Florianópolis também ressalta que os molhes podem provocar mudanças significativas na dinâmica litorânea, exigindo constante monitoramento para evitar impactos ambientais negativos.
Repercussões no mercado imobiliário
Para moradores e investidores, os projetos de contenção da erosão representam uma oportunidade e também um ponto de atenção. A valorização tende a ser imediata em áreas beneficiadas pelo alargamento da praia, mas a análise deve incluir aspectos como o cumprimento das exigências ambientais, a sustentabilidade do projeto a longo prazo e a infraestrutura urbana planejada para acompanhar o crescimento da região.
👉 A ampliação da faixa de areia nas praias catarinenses reforça a importância de unir engenharia costeira, preservação ambiental e planejamento urbano. Para quem pensa em investir em imóveis próximos à orla, acompanhar essas transformações é fundamental.



